Entre o carimbó e a música de concerto, Fimupa destaca sons do Pará em Belém

Redação Revista Baladas Por Redação Revista Baladas

O encontro entre música sinfônica, jazz, carimbó e formação artística é o principal traço da 38ª edição do Festival Internacional de Música do Pará, o Fimupa, que movimenta Belém até 8 de novembro. Com o tema “Sinfonias do nosso paraensismo”, o evento reúne grupos paraenses, músicos convidados de outros estados e atividades gratuitas em três espaços culturais da capital.

Coordenado pela Fundação Carlos Gomes, o festival começou em 2 de novembro com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Carlos Gomes no Theatro da Paz. Ao longo da programação, o público pode acompanhar concertos, recitais, apresentações solo, duetos e oficinas pedagógicas. A proposta amplia o alcance do evento ao combinar espetáculos musicais com ações de formação.

Segundo a Agência Brasil, a edição deste ano valoriza a produção musical do Pará por meio de uma programação que reúne diferentes linguagens. A presença de grupos ligados à música de concerto, ao jazz, à percussão, às bandas e às tradições populares coloca em evidência a diversidade da cena cultural paraense.

Programação reúne diferentes formações musicais

Entre as atrações estão a Amazônia Jazz Band, a Banda Sinfônica e o Grupo de Percussão da Fundação Carlos Gomes, além da Orquestra Jovem Vale Música. Também participam a Banda São Caetano de Odivelas, as Flautas Doces da Amazônia e o Grupo Carimbó Galo Duro.

A variedade de conjuntos permite que o festival se apresente como uma vitrine de experiências musicais distintas. De um lado, estão orquestras, bandas e grupos vinculados ao ensino e à formação de instrumentistas. De outro, manifestações que carregam referências culturais do Pará, como o carimbó, aparecem integradas a uma programação dedicada à música em suas diferentes formas.

O Fimupa também conta com cerca de dez músicos convidados de outros estados. A participação amplia o intercâmbio artístico do festival sem retirar o foco da produção local, que aparece como eixo central da edição. O resultado é uma agenda voltada tanto a quem acompanha a música de concerto quanto ao público interessado nas expressões populares e contemporâneas do estado.

Três espaços culturais recebem as atividades

As atividades são realizadas na Sala Ettore Bosio, localizada na sede da Fundação Carlos Gomes; na Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos; e no Theatro da Paz. A distribuição por diferentes endereços leva a programação a espaços de perfis distintos e aproxima o festival de públicos variados em Belém.

O Theatro da Paz foi escolhido para a abertura, conduzida pela Orquestra Sinfônica Carlos Gomes. O espaço, que integra a programação do festival, também terá apresentações com acesso gratuito mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível. A exigência é específica para os eventos realizados no teatro.

Nos demais espaços, a programação mantém o caráter gratuito informado para o festival. A agenda completa, com os horários e detalhes de cada atividade, está disponível nos canais da Fundação Carlos Gomes, instituição responsável pela coordenação da iniciativa.

Festival aproxima concerto, tradição e formação

Ao escolher “Sinfonias do nosso paraensismo” como tema, a edição de 2026 direciona o olhar para a identidade musical do estado. O conceito aparece na própria composição da programação, que coloca lado a lado formações sinfônicas, grupos de percussão, jazz, instrumentos de sopro e uma atração dedicada ao carimbó.

As oficinas pedagógicas acrescentam uma dimensão de aprendizado à agenda de apresentações. Assim, o festival não se limita à oferta de shows e recitais: também inclui atividades voltadas à formação musical, em uma programação que contempla artistas, estudantes e pessoas interessadas em conhecer diferentes possibilidades de expressão sonora.

Com atividades até 8 de novembro, o Fimupa transforma espaços culturais de Belém em pontos de encontro para a música paraense e para o intercâmbio com artistas de outras partes do país. A iniciativa da Fundação Carlos Gomes combina acesso gratuito, valorização regional e uma agenda diversificada, características que fazem do festival uma opção de entretenimento cultural durante a semana na capital paraense.

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