O açúcar em excesso invade o cotidiano moderno com facilidade e, segundo Gustavo Luíz Guilherme Pinto, presidente do IBDSocial, esse hábito silencioso mina o desempenho mental antes mesmo de provocar ganho de peso. Ainda que o cérebro dependa de glicose para funcionar, a oferta exagerada desse combustível gera oscilações químicas capazes de prejudicar memória, atenção e estabilidade emocional. Interessado em saber mais? Acompanhe, a seguir!
O que acontece quando o açúcar invade o sistema nervoso?
O consumo elevado de açúcar em excesso desencadeia picos rápidos de glicose no sangue, de acordo com Gustavo Luíz Guilherme Pinto. Uma vez que, esses picos forçam o pâncreas a liberar grandes quantidades de insulina. Enquanto esse hormônio tenta restaurar o equilíbrio, o cérebro sofre uma montanha-russa de energia: primeiro recebe um impulso abrupto, depois enfrenta queda brusca que compromete a clareza de raciocínio. Essa oscilação constante congestiona a comunicação entre neurônios, reduzindo velocidade de processamento e dificultando a formação de novas memórias.
Ademais, níveis elevados de glicose estimulam a produção de radicais livres, que oxidam células nervosas. Esse estresse oxidativo, embora silencioso, reduz a plasticidade cerebral, característica essencial para aprender e adaptar-se. O resultado é uma mente mais lenta, propensa a esquecimentos frequentes e à dificuldade de concentração em tarefas prolongadas.
Por que o consumo elevado altera o humor?
O prazer inicial de um doce envolve a liberação de dopamina, mensageiro químico associado à recompensa. Conforme destaca Gustavo Luíz Guilherme Pinto, presidente do IBDSocial, quando esse estímulo ocorre repetidamente o cérebro passa a exigir doses maiores para sentir o mesmo bem-estar. Forma-se um ciclo de busca por açúcar que lembra padrões de dependência: quanto mais doce, maior a euforia passageira e, em seguida, maior a apatia.

Em paralelo, a queda súbita de glicose após o pico interfere na produção de serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de serenidade. A maioria dos casos de irritabilidade após a ingestão exagerada de açúcar tem origem nesse desequilíbrio químico. Assim, o humor torna-se instável, alternando momentos de entusiasmo curto com períodos de fadiga, ansiedade e até tristeza.
Efeitos crônicos do açúcar em excesso nas funções executivas
A exposição constante a glicemia alta inflama regiões cerebrais responsáveis por planejamento, tomada de decisão e autocontrole. Desse modo, a inflamação de longo prazo compromete a integridade das sinapses e reduz o volume do hipocampo, área vital para consolidar lembranças. Estudos apontam que dietas ricas em açúcar tendem a acelerar o declínio cognitivo ligado ao envelhecimento, antecipando lapsos de memória que normalmente surgiriam apenas décadas depois.
Outro reflexo severo recai sobre a capacidade de regular impulsos, como comenta Gustavo Luíz Guilherme Pinto. Quando o córtex pré-frontal perde eficiência, escolhas imediatistas passam a prevalecer sobre decisões racionais. Dessa forma, a ingestão descontrolada de doces reforça-se sozinha: o cérebro inflamado sente maior dificuldade para dizer “não” ao sabor açucarado que o prejudica.
Estratégias práticas para reduzir picos glicêmicos
Reduzir o açúcar em excesso não requer medidas extremas. Basta adotar ajustes graduais e sustentáveis no dia a dia. Aliás, antes de conferir as práticas a seguir, lembre-se de que a consistência faz diferença: pequenas mudanças repetidas ganham força ao longo do tempo.
- Combine fontes de proteína com frutas nas refeições para desacelerar a absorção de glicose.
- Priorize cereais integrais, cujo teor de fibras auxilia no controle glicêmico e prolonga a saciedade.
- Substitua refrigerantes e sucos artificiais por água aromatizada com ervas ou fatias de limão.
- Mantenha horários regulares para comer, evitando longos períodos em jejum que ampliam a vontade por doces.
- Pratique atividade física moderada, pois o movimento facilita a entrada da glicose nas células sem sobrecarregar o pâncreas.
Ao aplicar essas estratégias, você suaviza variações de energia, protege circuitos neurais e fortalece o equilíbrio emocional.
Como construir um relacionamento saudável com o sabor doce?
Segundo o presidente do IBDSocial, Gustavo Luíz Guilherme Pinto, a moderação exige consciência. Portanto, observar gatilhos emocionais que levam ao consumo de doces é passo crucial. Em vez de eliminar completamente sobremesas, procure reservar momentos específicos e saborear porções menores, focando no prazer em vez da quantidade. Assim, o cérebro reconhece o estímulo de recompensa sem mergulhar em excessos.
Criar rotinas de sono adequadas e gerenciar o estresse também reduz o apelo do açúcar. Quando bem descansado, o organismo regula melhor hormônios que controlam fome, enquanto técnicas de respiração ou meditação diminuem a ansiedade que costuma impulsionar vontades repentinas. Desse modo, a relação com o doce deixa de ser automática e passa a ser consciente.
Menos açúcar, mente mais nítida
Em conclusão, a ingestão continuada de açúcar em excesso corrói, pouco a pouco, a clareza mental e a estabilidade emocional. Dessa forma, controlar porções, equilibrar macronutrientes e praticar hábitos saudáveis fortalece o cérebro, previne oscilações de humor e protege funções cognitivas que sustentam aprendizado e criatividade. Na prática, reduzir o doce não significa abrir mão de prazer, e sim priorizar a vitalidade que permite apreciar cada experiência com lucidez e bem-estar.
Autor: Alexey Orlov