Os números que descrevem a operação cotidiana da Fundação Gentil Afonso Duraes são modestos quando comparados às grandes organizações do terceiro setor brasileiro. Quatro turmas. Capacidade para até quarenta crianças. Dois turnos diários, de segunda a sexta. Mas há uma diferença fundamental entre escala e profundidade, e a história de Eloizo Gomes Afonso Duraes com a Fundação é uma demonstração precisa de que profundidade real, sustentada por mais de duas décadas, produz impacto que nenhuma escala superficial consegue replicar.
O que acontece em cada turma
As quatro turmas atendem crianças entre 7 e 14 anos, uma faixa etária estratégica: é o período em que defasagens escolares se consolidam ou são corrigidas, em que hábitos de estudo se formam ou deixam de se formar, e em que a relação com o aprendizado assume contornos que tendem a persistir por toda a vida. Eloizio Gomes Afonso Duraes não escolheu essa faixa etária por acaso. Escolheu porque é onde a intervenção tem maior potencial de produzir mudanças duradouras.
Dentro de cada turma, acontece reforço escolar que ajuda os alunos a acompanhar o currículo da escola regular. Acontece o curso de informática, com conteúdo que vai de programas de apoio à alfabetização até o pacote Office e navegação na internet. Acontecem atividades de coral e teatro que desenvolvem expressão, disciplina e pertencimento. E acontece o atendimento odontológico, que cuida de uma dimensão da saúde sistematicamente negligenciada em populações de baixa renda.

A matemática do impacto real
Quarenta crianças por ciclo, ao longo de vinte anos de operação, representam centenas de trajetórias de vida tocadas diretamente pelos programas da Fundação. Mas o número real de pessoas impactadas é maior: cada criança carrega os efeitos do que aprendeu para sua família, seus amigos e, eventualmente, para seus próprios filhos. O impacto de uma instituição que atua com qualidade e consistência por décadas se multiplica de formas que nenhum relatório de resultados consegue quantificar adequadamente.
Eloizo Gomes Afonso Duraes sempre soube disso, e é por isso que nunca mediu o sucesso da Fundação pelo número de crianças atendidas simultaneamente, mas pela qualidade do que cada criança experimentava durante o tempo que passava ali.
Dois turnos, uma missão
O funcionamento em dois turnos, das 8h às 11h30 pela manhã e das 13h20 às 17h10 à tarde, não é um detalhe operacional menor. É uma decisão que dobra o alcance do programa sem comprometer a qualidade do atendimento. Eloizio Gomes Afonso Duraes estruturou a operação da Fundação com a eficiência de quem pensa como empresário e a sensibilidade de quem age como filantropo genuíno, combinando os dois registros de uma forma que raramente se encontra no terceiro setor brasileiro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
